sexta-feira, 3 de outubro de 2008

...Aprendendo a conviver com as diferenças...



Meu avô, quando estava bem velhinho, vivia dizendo que as pessoas eram como laranjas. Todas iguais e, ao mesmo tempo, todas diferentes uma das outras.
Ele esparramava as laranjas da fruteira em uma mesa e explicava que todas elas eram redondas e amarelas. Depois, começava a indicar as diferenças entre elas. Uma era mais achatada, outra mais longa. Uma tinha a casca lisa, outra a casca mais grossa. Uma cheia de pintas, outra repleta de verrugas.
Mas meu avô não parava por ai. Cortava as laranjas ao meio e mostrava que não eram apenas parecidas por fora. Também eram semelhantes por dentro. E, logo em seguida, apontava as diferenças. A quantidade de sementes, os vários formatos, a disposição dos gomos, as cores, as doces as azedas, e muito mais.
Ele falava que, apesar das diferenças, todas as laranjas viviam juntas, numa mesma árvore, a laranjeira. E as árvores viviam juntas, uma ao lado da outra no pomar.
Com toda essa história, meu avô queria dizer alguma coisa sobre a necessidade das pessoas conviverem com as diferenças. Se relacionarem com as diferenças de maneira natural e tranquila, sem nenhum bicho de sete cabeças.
(Marcos Losnak)

Um comentário:

...:marina:... disse...

é muito verdade mesmo... Todos tão parecidos e tão diferentes...Gostei da escolha do texto! Beijo!